Há muito, o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, pré-candidato a deputado federal, vinha manifestando ao governo Tarso Genro que recaía sobre ele todo o desgaste político sofrido pelo governo do Estado. E que este desgaste, na certa, inviabilizaria o seu projeto eleitoral. Passaram pela Casa Civil, as questões mais espinhosas que Tarso não se dispunha a sequer discutir, muito menos resolver.
Todas as negociações salarias do funcionalismo se deram no gabinete de Carlos Pestana, o interlocutor mais respeitado do governo petista. Só que, agora, Pestana desistiu de concentrar todo o inconformismo daqueles que não tiveram suas pretensões atendidas pelo governador de todos os rio-grandenses. E estrilou.
Sensível aos argumentos de seu fiel colaborador, Tarso resolveu repassar para secretária Stela Farias, da Administração, todos os imbróglios envolvendo negociações salariais. Pestana ficará responsável no Estado pelo programa do governo federal que combate a miséria. Com esta decisão, Tarso possibilita que Pestana saia a campo para fazer o corpo a corpo junto à população carente, reduto maior dos simpatizantes do Partido dos Trabalhadores.
Encastelado no Piratini, suas pretensões de conquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados estavam cada dia mais distantes. Agora, a face dura do governo é Stela Farias. Aliás, cai muito bem esta função para a ex-deputada. Na Assembleia, ela executou muito bem este papel de durona, especialmente, quando presidiu a CPI do Detran. Todos aqueles que prestaram depoimento por lá queixam-se da falta de respeito com que foram tratados pela nobre presidente. Agora ela vai para o outro lado: de estilingue à vidraça. Já os funcionários públicos não gostaram nem um pouquinho da mudança. Pestana é articulado e sabe ouvir. Stela Farias é de faca na bota, o que vai tornar mais difícil uma negociação, reconhecem.
RUMO ÀS URNAS - Livre das funções burocráticas, Carlos Pestana vai fazer o que sabe fazer: política. Em dois anos, ele pensa alcançar uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Isenção na CPI
O relator da CPI do Instituto Ronaldinho na Câmara Municipal de Porto Alegre, vereador Waldir Canal, do PRB, promete atuar com imparcialidade. De acordo com o parlamentar, está se iniciando um trabalho que precisa ser feito com muito cuidado, separando o que é fato do que é boato, para podermos apontar aquilo que de fato deve ser apontado. Canal ressaltou a importância de um posicionamento isento. -Eu sustento no meu mandato o voto conforme aquilo que é bom para a cidade e não por compromisso de governo. Não existe alinhamento, o meu parecer (na CPI) vai buscar a isenção através do que for constatado.
Farpas
Nem bem começou e a CPI do Instituto Ronaldinho já está rendendo troca de farpas entre a oposição e a situação. O líder do governo na Câmara Municipal, vereador João Dib (PP), criticou o comando da comissão, presidida pelo petista Mauro Pinheiro, no que ele considera falta de competência. O não comparecimento do empresário Roberto de Assis Moreira na próxima reunião do colegiado, marcada para quinta-feira, foi alvo de reprovação. Dib afirmou que se ele fosse o presidente da CPI, a situação seria outra e que a ausência do irmão de Ronaldinho para depor põe em dúvida o sentido de existência da investigação. Para o petista, -João Dib está equivocado e promove a linha de discursos contrários às CPIs, conforme faz a base governista.Pinheiro esclareceu que já fez contato com a família Moreira, ressaltando que a dificuldade do depoimento está no fato de que a família não reside mais em Porto Alegre e, sim, no Rio de Janeiro.
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A demissão do ministro das Cidades, Mário Negromonte (PP), foi diferente da do ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT). Lupi fez declarações de amor à presidente Dilma Roussef (PT) antes de sair do cargo. Negromonte declarou fidelidade total a La Rousseff, depois de deixar o cargo. O resto foi tudo igual. Ambos abusaram do cargo e cometeram ou permitiram que seus assessores cometessem falcatruas. Negromonte entregou nesta quinta-feira, no Palácio do Planalto, a sua carta de demissão. Nela, fala de uma batalha na mídia e diz que as denúncias de irregularidades sobre a pasta que comanda não comprovaram nada contra ele. Há controvérsias. Negromonte entregou a carta a dona Dilma depois de avisar a Deus e ao mundo que tomaria esta decisão. A última a saber foi a presidente da República. Mas isso tem pouca importância. Se não pedisse demissão, Negromonte seria levado ao olho da rua com um espetacular chute no traseiro. E merecido! Reparem a audácia da autoridade: antes de entregar a carta de demissão, ele descumpriu ordem do Palácio do Planalto e privilegiou aliados na alocação de verbas do ministério. Contrariando planilha do governo federal, o ministro reservou em 2011 valores a mais para obras incluídas no orçamento da União por deputados federais da ala do PP que o apoia. Cara de pau! Dias atrás ele já havia assinado o próprio atestado de óbito quando ele e seu secretário-executivo, Roberto Muniz, se reuniram com um empresário e um lobista interessados num projeto do ministério. A reunião foi na moita, mas como dizia o falecido Ibrahin Sued, em sociedade tudo se sabe. O encontro foi descoberto e a coisa desandou.
Partido
Ficou insustentável a permanência de Negromente no ministério de Dilma Rousseff. Dele, não do seu partido, o PP.
Substituto
Depois de se refazer da viagem a Cuba e ao Haiti, a presidente Dilma Rousseff anunciou o nome do substituto de Negromonte, pinçado dos quadros progressistas. O escolhido para ocupar a vaga foi o líder da bancada do PP na Câmara, deputado federal Aguinaldo Ribeiro, da Paraíba, contra quem pesam algumas acusações cabeludas.
Recuperação
O prefeito de Novo Hamburgo, Tarcísio Zimmermann, do PT, foi submetido a uma cirurgia nesta quinta-feira. De acordo com nota oficial divulgada pelo Executivo municipal, a operação foi um sucesso. O procedimento teve inicio às 10h30min e foi encerrado às 13h. Zimmermann recupera-se na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Regina.
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Lá, ninguém se entende. Enquanto o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), aos 80 anos, tenta se reinventar, José Serra (PSDB) se debate com uma crise existencial sem precedentes. Outros tucanos famosos, no entanto, se mexem com a maior desenvoltura, protagonistas que são do cenário político nacional. Entre eles, o senador Aécio Neves (PSDB). FHC se achou na luta pela descriminalização da maconha, o que lhe reservou um apelido carinhoso de suas netas: vovô maluco. Fernando Henrique só fala em política quando é para elogiar a presidente Dilma Rousseff (PT) no seu combate à corrupção. E mais não faz, porque nada mais quer fazer. José Serra enfrenta uma luta que me parece inglória. Ele quer voltar a ser candidato do PSDB à presidência da República em 2014. O pior é que no seu partido só Serra acredita nisso. O restante dos tucanos de alta plumagem desceram do muro para apoiar Aécinho Neves, o senador mineiro que se desligou da imagem do vovô Tancredo Neves para ser o candidato moderno e bonitinho disposto a captar votos entre os jovens e as mulheres brasileiras.
O CARA - Na terça-feira, Aécio Neves deu o xeque-mate nas pretensões de José Serra ao anunciar claramente aos deputados federais do PSDB que aspira ser o candidato do partido à sucessão de Dilma Rousseff. "Venha quem vier", teria dito Aécinho. Para ele, tanto faz se o candidato do PT ao Planalto, em 2014, for Lula ou Dilma.
Mordaça
De uns tempos pra cá são fechadas as reuniões das câmaras temáticas do Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico e Social, realizadas no Centro Administrativo do Estado. O Conselhão, integrado por pessoas da sociedade gaúcha, foi criado sob o apanágio da democracia. Agora se sabe, suas reuniões são fechadas para evitar o vazamento de críticas ao governo feitas por seus conselheiros. Ué!!!
Bom exemplo
Depois do dia de glória da presidente Dilma Rousseff, na ONU, ela convidou nove integrantes de sua comitiva para jantar num restaurante sofisticado de Nova Iorque. Na hora de pagar a conta, o ordenador de despesas da viagem sacou de um cartão corporativo. La Rousseff foi inflexível: -Aqui cada um paga a sua. Vocês receberam em dólar... Putz. Foi de doer!
Comissão
A liderança do governo na Assembleia Legislativa deu uma rasteira no deputado Miki Breier, do PSB. Ele contava como certa a sua indicação para assumir a relatoria do orçamento de 2012 na Comissão de Finanças da Casa. Um belo dia foi avisado pela líder Mirian Marroni (foto), do PT, de que não seria mais indicado. O cargo estava reservado para o deputado Raul Pont (PT). As razões não foram explicadas. Talvez, não possam ser explicadas. Hummm.
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Hoje, lá em Nova Iorque, a presidente Dillma Roussef alcança a tribuna da ONU para se tornar a primeira mulher a discursar na Abertura da Assembléia Geral da ONU. Não tem nada demais nisso. Ela falará como Chefe do Estado Brasileiro e não como mulher. A honraria foi oferecida ao Brasil porque nosso país foi o primeiro aderir à ONU, em 1945, graças ao trabalho do gaucho de Alegrete, Oswaldo Aranha. É graças a essa tradição que Dilma falará na abertura da Assembléia do mais representativo organismo internacional. Mas, ela se diz muito feliz por isso. Tá bem, ela tem lá suas razões. Dilma está como nunca esteve: No topo do Mundo. Ontem à tarde, no Hotel Waldorf Astória, ela se reuniu com o presidente Barack Obama. Falaram sobre economia. A presidente deixou claro ao seu colega americano que discorda da forma como os Estados Unidos vêm agindo para combater a turbulence financeira. Para La Roussef falta ao governo norte-americano decisão política que estimule investimentos e recicle o endividamento da população. Após a reunião com Obama, Dilma participa de cerimônia de lançamento da Parceria para Governo Aberto, que visa difundir práticas como transparência orçamentária e acesso a informações públicas. O Brasil é coautor do projeto, a convite de Barak Obama. Agora pela manhã, Dilma Roussef vai discursar para cerca de 190 presidentes ou Chefes de Estado, quando futuro político da Libia estará em debate.
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O Tribunal de Justiça mandou o governador Tarso Genro (PT) suspender a criação de 155 cargos comissionados (CCs). As vagas haviam sido instituídas neste ano na administração do Estado e seriam preenchidas sem concurso público. Os desembargadores consideraram que os novos postos criados não são de chefia ou assessoramento e que o Estado não descreveu detalhadamente quais seriam as funções desses funcionários. Tarso discordou do TJ e anunciou que o governo do Estado vai manter os servidores e irá recorrer da decisão do Tribunal de Justiça. Como assim, manter os servidores? A Justiça não mandou suspender a criação dos cargos? Não cabe ao governador acatar a decisão da Justiça? O ex-ministro da Justiça não pensa assim. Ele deverá interpor embargos declaratórios para depois ingressar com recurso extraordinário no STF. Mas, ainda assim, a decisão não é suspensa. Para buscar a suspensão da decisão junto ao pleno do TJ ele terá de interpor uma ação cautelar direto no STF.
RECURSO - Se o governo insistir em manter os cargos, Tarso estará incorrendo em descumprimento de decisão judicial, mesmo que o recurso extraordinário seja admitido. O recurso não tem efeito suspensivo, só devolutivo. Quer dizer: a matéria vai à instância superior - Supremo Tribunal Federal - para exame. Esta pendenga vai longe!
Emoção
A posse de Mendes Ribeiro Filho como ministro da Agricultura foi comovente. No Salão Leste, local da cerimônia, lá estava dona Terezinha, 80 anos, mãe do ministro. Recebeu homenagens da presidente da República e palavras emocionadas do filho. Mendes também lembrou do pai, Jorge Alberto Beck Mendes Ribeiro, um dos jornalistas mais populares da história do Rio Grande.
Ausência
Wagner Rossi (PMDB), ex-ministro da Agricultura, compareceu à posse de Mendes Ribeiro (PMDB), mas não à transmissão de cargo no ministério. Outra ausência notada na transmissão de cargo foi a do senador Pedro Simon (PMDB). Ninguém entendeu nada! Tão amigo e tão ausente. Até Eliseu Padilha, inimigo cordial de Mendes, esteve lá.
Boicote
O desconforto do PSB no governo Tarso Genro já é visível a olho nu. Na visão dos militantes do partido, o secretário Beto Albuquerque (PSB) vem tendo suas ações dificultadas por gente do Palácio Piratini. Mas Tarso considera Beto um bom candidato a prefeito.
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