Nunca foi tão válido o Decálogo do estadista, escrito pelo saudoso Ulysses Guimarães DECÁLOGO DO ESTADISTA
Ulisses Guimarães
1 - CORAGEM - O pusilânime nunca será estadista. Churchill afirmou que das virtudes, a coragem é a primeira. Porque sem ela, todas as demais, a fé, a caridade, o patriotismo, desaparecem na hora do perigo.
2 - VOCAÇÃO – O estadista nasce, é o encontro de um homem com seu destino. O estadista é um animal político.
3 - TALENTO - Não há estadista burro. Há de ser talentoso, embora possa não ter cultura. Como o samba, o talento não se aprende na Academia.
4 - CARÁTER - Na conceituação de Milton Campos, o estadista tem a posição de suas ideias e não as ideias de sua posição. Político de caráter é fiel - às ideias, não à carreira.
5 - SORTE - Azarado não pode ser estadista.
6 - ESPERANÇA - Estadista é o arquiteto da esperança. Não é coruja que só pia agouro, nem Cassandra de catástrofes.
7 - PACIÊNCIA - A impaciência é uma das faces da estupidez. Paciência é a competência para fazer a hora, não se precipitar. Saber escutar é um dom político.
8 - NÃO SERVIRÁS A DOIS SENHORES - A política não divide o tempo, a ocupação e as preocupações com nenhuma outra atividade. Político não compra nem vende nada.
9 - AUTORIDADE - A autoridade é um atributo inato. É consubstancial ao político. A competência funcional é dada pelo cargo, a autoridade é pessoal, o homem público é gratificado por ela. É imantação misteriosa e sedutora, irresistível, temperada de respeito e admiração.
10 - ORDEM - São Tomaz de Aquino disse que a ordem é as coisas no seu lugar. Para isso é preciso hierarquizar e selecionar. É a capacidade de escolher. Quem confunde as coisas, desconhece prioridades, não tem senso de ordem. O estadista discrimina o essencial e o urgente para praticá-los.
Por Ulisses Guimarães
Pelo visto atualmente na politica da terra brasilis ninguem leu o Decálogo...