O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, anunciou ontem o aporte de R$ 737 milhões para medidas de apoio à comercialização de arroz. Os recursos serão aplicados na venda de 2,02 milhões de toneladas com o objetivo de garantir o preço mínimo do produto pago ao agricultor. No Rio Grande do Sul, maior produtor do País, o preço médio da saca de 50 quilos de arroz no mercado é R$ 24,50, enquanto o preço mínimo estabelecido pelo governo é R$ 25,80.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizará leilões de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) e Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) para apoiar a comercialização de 1 milhão de toneladas de arroz. Em Aquisição do Governo Federal (AGF) serão 320 mil toneladas e mais 700 mil toneladas em contratos de opção de venda.
Representantes dos produtores disseram, após o anúncio, que o apoio é importante, mas é preciso resolver o problema da demora entre os lançamentos das medidas e a chegada do benefício aos produtores. O secretário de Política Agrícola do ministério, Caio Rocha, informou que o governo se preocupou em dar mais agilidade na liberação dos recursos.
Apesar de os recursos do programa serem inferiores aos aplicados no ano passado, governo e produtores dizem que o montante é suficiente para atender ao pleito do setor porque a situação atual é menos crítica. Na safra passada, o preço de mercado do arroz chegou a R$ 18,00 a saca, o que levou o governo a desembolsar R$ 983 milhões no apoio à comercialização de 2,98 milhões de toneladas do produto. A importação de arroz de outros países, que deve chegar a 1,3 milhão de toneladas este ano, é tida como uma das causas para os baixos preços praticados no mercado. Na semana passada, o ministro Mendes Ribeiro se reuniu com o ministro da Agricultura argentino e propôs o estabelecimento de cotas para se buscar um equilíbrio na entrada do produto no país. Atualmente, o Brasil compra cerca de 50% das 850 mil toneladas de arroz que a Argentina exporta.
JC/RS
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O relator do Código Florestal (PL 1876/99), deputado Paulo Piau (PMDB-MG), pediu mais tempo ao presidente da Câmara, Marco Maia, e a votação do projeto ficou para a próxima terça-feira (13). Maia tinha anunciado a pretensão de votar o texto ainda nesta semana, mas o pedido do relator e dos líderes partidários transferiu a votação. Nesta quarta-feira (7), os líderes da base vão se reunir com Piau para discutir o relatório que ele deve apresentar.
A Câmara discute as mudanças aprovadas pelo Senado no ano passado com base em um texto votado pela Câmara. Nesta segunda votação, os deputados não podem mais fazer mudanças de mérito, apenas decidir qual texto vai prevalecer – se o aprovado pelo Senado ou o da Câmara. Também é possível retirar pontos da proposta.
Agência Câmara
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As cooperativas brasileiras aumentaram as exportações em 21% em janeiro na comparação com o mesmo mês do ano passado, atingindo US$ 352,9 milhões. Foi o melhor desempenho para o mês registrado na série histórica, iniciada em 2006. Com importações de US$ 23 milhões, o saldo da balança comercial do cooperativismo ficou em US$ 329,9 milhões.
De acordo com levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as cooperativas brasileiras exportam atualmente para 93 países, 11 a mais que em janeiro de 2011. Os produtos do agronegócio foram os mais vendidos, com o café representando 20,3% do total (US$ 71,7 milhões) e o farelo de soja, 17% (US$ 60,1 milhões). Em seguida aparecem os produtos industrializados do segmento: açúcar refinado, pedaços e miudezas comestíveis de frango e etanol.
Os principais destinos das exportações das cooperativas foram os Estados Unidos, a Alemanha e o Reino Unido. Os países que apresentaram os maiores crescimentos em relação ao ano passado foram México, Iêmen e Colômbia.
As cooperativas do Paraná foram as que mais exportaram em janeiro, com US$ 116,6 milhões (33% do total). As de Minas Gerais aparecem na segunda posição, com US$ 82,4 milhões; seguidas das de São Paulo, com US$ 63,6 milhões; Santa Catarina, com US$ 29,8 milhões; e do Rio Grande do Sul, com US$ 26,5 milhões.
Amanhã (28), a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) lançará a Agenda Legislativa do Cooperativismo em 2012, com as principais bandeiras do setor no Congresso Nacional. Entre elas, o pleito de tributação especial para cooperativas, a aprovação do projeto de lei que regulamenta as cooperativas de trabalho e o novo Código Florestal Brasileiro.
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Em sua manifestação na solenidade da 22ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, no sábado (25), o presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS), deputado Alexandre Postal (PMDB), destacou o papel da Casa Legislativa de ouvir a sociedade e levar aos governantes as reivindicações dos gaúchos. A CPI do Arroz, instalada pela ALRS, também teve atividade durante a programação do evento, que se encerra à noite.
O ministro da Agricultura, Mendes Ribeito Filho, garantiu proteção ao produtor rural em temas voltados a comercialização, preço e políticas agrícolas. “Temos que assumir os desafios do Mercosul. O governo federal vai enfrentar isto”, afirmou Mendes. O ministro participou da abertura da colheita junto com o presidente da AL, Alexandre Postal, o governador Tarso Genro, o representante da Câmara dos Deputados, Luiz Carlos Heinze (PP-RS), o prefeito de Restinga Seca, Tarcizo Bolzan, o presidente da Federarroz, Renato Rocha, o presidente da Associação de Arrozeiros de Restinga Seca, Cláudio Possebon, e outras autoridades. Durante a solenidade, foi anunciado que a próxima edição do evento ocorrerá novamente em Restinga Seca.
Para o presidente do Parlamento gaúcho, a presença das instituições na Abertura Oficial da Colheita do Arroz é relevante porque propicia o -contato direto com homens e mulheres do campo e permite levar suas reivindicações. Neste sentido, o presidente da ALRS chamou a atenção para o trabalho da CPI do Arroz, que ouve as demandas da cadeia produtiva e trata dos seus problemas.
Participam do evento vários deputados estaduais: o presidente da Comissão Agricultura ALRS, Ernani Polo (PP), o presidente da CPI do Arroz na ALRS, Jorge Pozzobom (PSDB), Edson Brum (PMDB), Pedro Westphalen (PP) e Valdeci Oliveira (PT). Também presentes entre as autoridades deputados federais do estado.
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Preocupado com a quebra da safra de grãos no país e também com a expansão cada vez mais moderada do crédito, o governo adotou a primeira medida macroprudencial do ano: mexeu nos depósitos compulsórios para aumentar o volume de recursos disponíveis aos agricultores. A partir de agora, os bancos poderão diminuir em 5% o total que têm que entregar, obrigatoriamente, ao Banco Central. Assim, ficarão com mais dinheiro em caixa para operar linhas de financiamento destinadas ao agronegócio. Com a medida, a oferta de crédito à produção engordará R$ 3 bilhões e o BC contará com uma arma contra a inflação em 2012.
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